Em Hollywood, há dois sinais de que um projeto “ainda está vivo”: o primeiro é quando alguém para de dizer “está em desenvolvimento” e começa a mencionar nomes específicos; o segundo é quando um serviço de streaming aparece, pronto para marcar uma data para a estreia. Com Gundam, o segundo acaba de acontecer... e com grande sucesso.
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O filme live-action baseado na franquia de mecha mais influente do anime está de volta ao mapa com um gancho claro: Sydney Sweeney liderará o elenco, acompanhado por Noah Centineo, em um projeto que a Netflix e seus parceiros querem transformar em um evento.
O “onde” e “com quem” foram confirmados: Netflix, Legendary e Bandai Namco.
A principal novidade é que a Netflix se juntará à distribuição do filme live-action de Gundam, um passo importante para um projeto que vinha apresentando sinais incertos há anos. Na área da produção, a Legendary Pictures e a Bandai Namco Filmworks estão fornecendo o apoio financeiro, uma aliança já formalizada com acordos de cofinanciamento anunciados para 2025.
Em outras palavras, isso não parece mais um projeto de “tentativa e erro”, mas sim uma produção que almeja o sucesso absoluto.
Sydney Sweeney e Noah Centineo: A escalação visa atrair dois públicos
A notícia que está em destaque é a presença de Sydney Sweeney como protagonista, com Noah Centineo como seu colega de elenco. Seus personagens não foram oficialmente detalhados, e isso faz parte do apelo: por enquanto, o anúncio funciona como um chamariz duplo.
- Para o público em geral, são dois nomes reconhecíveis que “explicam” o projeto em uma única frase.
- Para os fãs, a grande questão é outra: eles se concentrarão em personagens icônicos do Universo Universal ou construirão uma nova história dentro desse universo?
Por enquanto, as informações públicas mantêm o mistério com precisão cirúrgica.
Novo capitão na ponte: Jim Mickle assume a direção (e o roteiro)
O projeto live-action passou por mudanças na liderança. Em 2021, Jordan Vogt-Roberts foi anunciado como diretor, mas posteriormente o projeto mudou de mãos e Jim Mickle acabou assumindo o comando, além de escrever o roteiro.
Mickle chega com credenciais recentes graças a Sweet Tooth, e sua escalação sugere uma intenção clara: não apenas fazer “robôs gigantes lutando”, mas tentar dar à história humanidade, tensão e consequências... que é, em sua essência, uma das marcas registradas de Gundam quando está no seu melhor.
Que história eles contarão? A Era Universal, mas com asteriscos
Alguns relatos apontam para a Era Universal como cenário (o coração histórico da franquia), mas por enquanto não está claro se o filme adaptará diretamente a obra original de 1979 ou usará o cenário como inspiração para algo diferente.
E essa diferença importa. Gundam não é “um anime de robôs”: é uma saga que mistura guerra, política, propaganda, trauma e tecnologia com um nível de seriedade que poderia soar estranho se se tornasse mero espetáculo.
O desafio da adaptação live-action será equilibrar a escala épica com os dilemas morais que tornaram a franquia famosa.
Por que a Netflix continua apostando em animes com atores reais?
Após o sucesso recente com adaptações, a Netflix parece querer consolidar uma série de “eventos” baseados em grandes franquias. Gundam não só possui décadas de séries e filmes, como também é uma potência cultural (e comercial) em kits de modelos, videogames e itens colecionáveis.
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Em outras palavras, não se trata apenas de um filme: é um universo com um público ávido... desde que a adaptação não erre no tom.
