Mark Zuckerberg deu sinal verde para o lançamento do Vibes como um aplicativo independente para iOS e Android. Este “TikTok sintético” elimina a necessidade de câmeras e iluminação; aqui, o conteúdo é gerado exclusivamente a partir de comandos de texto e algoritmos, marcando o desafio mais agressivo da Meta ao domínio do TikTok na era da IA generativa.
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O cenário das mídias sociais em fevereiro de 2026 sofreu uma mudança radical. Com o lançamento do aplicativo independente Vibes, a Meta não está mais buscando apenas que humanos criem conteúdo com auxílio de IA, mas sim que consumam um fluxo infinito de mídia gerada sinteticamente.

O aplicativo se apresenta como um ecossistema onde a criatividade não depende do talento técnico diante das câmeras, mas sim da capacidade do usuário de imaginar e descrever cenas que a IA materializa em segundos.
Essa decisão estratégica responde à necessidade da Meta de conquistar a “Geração IA”, usuários que preferem a instantaneidade da criação automatizada à produção tradicional. Ao separar o Vibes dos aplicativos principais do Facebook ou Instagram, Zuckerberg aposta em uma experiência puramente visual e algorítmica, projetada para competir diretamente com os novos recursos de vídeo generativo que o TikTok começou a implementar globalmente.

Como funciona o Vibes? Do texto à viralização em segundos
A arquitetura do Vibes é baseada no modelo de linguagem Llama 4 e nos mecanismos de geração de vídeo da Meta. O fluxo do usuário é extremamente simplificado, eliminando as barreiras da edição profissional:
- Geração Direta: O usuário escreve uma descrição (por exemplo, “Um astronauta dançando tango em uma estação espacial no estilo cyberpunk”) e o aplicativo gera um vídeo de 15 segundos com áudio incorporado.
- Recurso de Remix com IA: Ao contrário de um “dueto” tradicional, o Remix do Vibes permite que você pegue um vídeo existente e peça à IA para mudar o estilo (de realista para anime), substituir personagens ou modificar o ambiente, mantendo a estrutura do clipe original.
- Feed Adaptativo: O algoritmo não apenas aprende o que você gosta de assistir, mas também quais tipos de sugestões você prefere, personalizando o conteúdo gerado automaticamente para que cada usuário tenha um feed único e irrepetível.
A controvérsia do “AI Slop” e a resposta dos criadores
A trajetória do Vibes não foi isenta de críticas. Desde sua fase piloto nos EUA e na Europa, no final de 2025, alguns membros da comunidade criativa rotularam o conteúdo da plataforma como “lixo de IA”, argumentando que o feed está inundado de vídeos repetitivos e visualmente bizarros, sem qualquer toque humano. Os críticos apontam para a priorização do volume e do tempo de visualização em detrimento da qualidade artística por parte da Meta.

No entanto, os números da empresa contradizem o descontentamento nas redes sociais. A Meta informou que a criação de conteúdo em seu ecossistema de IA cresceu dez vezes nos últimos seis meses. Para Zuckerberg, o Vibes não é uma ferramenta para cineastas, mas um “brinquedo social” que democratiza a expressão visual.
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Para atenuar as preocupações, a Meta implementou marcas d’água digitais invisíveis e rótulos claros de “gerado por IA” em todos os vídeos para garantir transparência contra deepfakes.
