Ciência e Tecnologia

Criador do Roomba critica robôs humanoides de Elon Musk como “fantasia”

Robô que passa roupa e faz café? O criador do Roomba revela por que essa ideia ainda não é realidade e surpreende fãs de tecnologia doméstica

Rodney Brooks - Roomba
Rodney Brooks - Roomba

A corrida para colocar um robô em cada casa ganha um novo capítulo de ceticismo técnico. Rodney Brooks, cofundador da iRobot (criadores do Roomba) e uma das mentes mais brilhantes em robótica aplicada, lançou uma dura crítica contra a visão de Elon Musk e seus robôs humanoides multiuso.

Elon Musk
MUSK Elon Musk (AP Foto/Matt Rourke, Archivo) (Matt Rourke/AP)

Brooks sustenta que a ideia de um assistente robótico com forma humana capaz de realizar todas as tarefas domésticas é, atualmente, uma quimera técnica distante da realidade.

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Roomba j7+ iRobô Max 2022 Roomba j7+ iRobô Max 2022 (Sandy Sandoval)

Para Brooks, o erro fundamental de projetos como Optimus da Tesla é a insistência na forma humana. Seu argumento é técnico e direto:

A ineficiência das pernas: Enquanto Musk aposta em bípedes, Brooks lembra que rodas ou bases estáveis são infinitamente mais eficientes e seguras para ambientes controlados, como uma casa.


A falácia da “IA Geral”: Brooks argumenta que treinar um robô para entender o contexto de “limpar a cozinha” ou “dobrar roupas” requer uma capacidade de raciocínio que a IA atual, baseada em modelos de linguagem, ainda não possui de forma autônoma e segura.

Custo e Manutenção: Um robô humanóide é um pesadelo de engenharia com centenas de pontos de falha. Para o criador da Roomba, é preferível ter dispositivos especializados (um robô para o chão, outro para a grama) do que um único que tente fazer tudo mal feito.

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El robot Optimus se muestra realizando labores de fábrica. Tesla y Elon Musk alaban los avances mientras recortan a su personal en la automotriz.
Tesla Motors |

Brooks não hesita em apontar que as demonstrações atuais de robôs humanoides geralmente são altamente orquestradas ou teleoperadas. Em 2026, onde a IA generativa parece ter conquistado tudo, o especialista alerta que o hardware continua sendo o grande gargalo. “Fazer um robô andar é fácil; fazer com que ele entenda por que não deve pisar no gato enquanto carrega uma bandeja de vidro é o verdadeiro desafio”, sugere o crítico.

Esta visão colide frontalmente com as promessas da Tesla, que garante que seus robôs estarão prontos para produção em massa antes do fim da década. Entre o otimismo de Musk e o realismo de Brooks, o usuário fica no meio de uma promessa que ainda não chega às prateleiras.

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