Trinta anos depois, Resident Evil continua tendo um talento especial para deixar qualquer um nervoso com um corredor escuro e um som distante. A diferença é que, em 2026, o susto já não vem apenas pelo “que aparece”, mas por como é contado e o quão imersivo se sente. Resident Evil Requiem mira exatamente nisso: um capítulo que deseja abraçar o legado sem ficar preso a ele.
Data de lançamento e plataformas: o retorno com calendário marcado
A Capcom tem a data cravada como se fosse uma chave na mansão: 27 de fevereiro de 2026. Além disso, chegará ao PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2, com pré-reservas digitais disponíveis em canais oficiais.
O detalhe não é pequeno: o lançamento coincide com o aniversário de 30 anos da franquia, então o contexto já vem com expectativa incorporada.
Duplo protagonismo: dois olhares sobre o mesmo horror
A história se passa décadas após o incidente de Raccoon City e trabalha com um sistema de dois protagonistas: por um lado, Grace Ashcroft (analista do FBI que investiga mortes misteriosas ligadas ao seu passado) e, por outro, o retorno de Leon S. Kennedy, um dos rostos mais reconhecíveis da saga.
A ideia básica soa como uma receita com dois sabores: investigação e tensão com Grace, e um componente mais familiar para os fãs de ação quando Leon entra em cena. Se o cruzamento das histórias for bem medido, pode ser o tipo de estrutura que mantém o ritmo sem perder a atmosfera.
RE ENGINE ganha tom mais cinematográfico em novos projetos de jogos
Requiem foi desenvolvido com o RE ENGINE, o motor proprietário da Capcom, com o objetivo declarado de elevar a mise-en-scène: animações, iluminação, tensão ambiental e uma narrativa que soa mais “de grande produção”.
Na prática, isso geralmente se traduz em dois aspectos que combinam bem com a franquia: momentos altamente direcionados (quase como sequências cinematográficas) e espaços onde o jogador recupera o controle para explorar, resolver enigmas e sobreviver.
Jogabilidade: alternando entre primeira e terceira pessoa em jogos
Uma das apostas mais comentadas é a possibilidade de alternar entre primeira e terceira pessoa, de acordo com preferência ou situação.A Capcom já vinha flertando com ambas as perspectivas em lançamentos recentes, mas aqui o objetivo é que nenhuma se sinta como “a opção errada”.
A expectativa razoável é que:
- A primeira pessoa reforça a proximidade e o susto imediato.
- A terceira pessoa auxilia na leitura espacial, combate e exploração.
- A mudança deve ser fluida, sem quebrar a imersão.
Nostalgia e ambição: por que este lançamento parece “importante”
Além de mecânicas e gráficos, Requiem chega com uma bagagem pesada: Resident Evil é uma das maiores franquias da Capcom, com vendas acumuladas que superam 174 milhões de unidades.
Com essa história por trás, o que se pode esperar do novo jogo não é apenas “mais um capítulo”: é uma tentativa de conectar passado e presente com uma estrutura narrativa mais ambiciosa, personagens que evocam memórias e ferramentas modernas para que o terror seja sentido de forma contemporânea.
Em resumo, o que Resident Evil Requiem promete é bastante claro: mais cinema, mais controle sobre a perspectiva e uma história dupla para misturar tensão e impulso. Se cumprir, o aniversário não será apenas uma data redonda: será um retorno com intenção.
