Ciência e Tecnologia

Dragon Ball Xenoverse 3: entre a ambição de um multiverso e adeus a PS4 e Xbox

Pronto para viajar no tempo novamente? Dragon Ball Xenoverse 3 promete ser o maior lançamento da saga, batalhas épicas e aventuras para fãs de todas as idades

Dragon Ball Xenoverse 3
Dragon Ball Xenoverse 3

A franquia Xenoverse tem sido, por quase uma década, o pilar da experiência RPG e multiplayer de Dragon Ball. No entanto, o estagnamento técnico era evidente. Para este terceiro título, a visão da Dimps e Bandai Namco parece ser criar o simulador definitivo de patrulheiro do tempo, aproveitando as capacidades de processamento dos consoles atuais.

Broly Dragon Ball Xenoverse 2
Broly Dragon Ball Xenoverse 2

Mas essa ambição vem acompanhada da notícia que muitos temiam: o jogo seria exclusivo para a geração atual (PS5, Xbox Series X|S e PC), marcando o fim de uma era para usuários de PlayStation 4 e Xbox One.

Esse movimento não é por acaso. A indústria chegou a um ponto de inflexão onde o lastro dos consoles lançados em 2013 impede a implementação de mecânicas de rede e físicas de combate que o público de Xenoverse exige para uma verdadeira sequência.

Um modo online robusto: O coração da nova experiência

A maior crítica ao Xenoverse 2 foi sua infraestrutura de rede e o “netcode”, que frequentemente se mostrava instável em combates competitivos. Para Xenoverse 3, a prioridade absoluta é a robustez do modo online. Reporta-se a implementação de Rollback Netcode, uma tecnologia essencial em 2026 para garantir que os confrontos de alta velocidade entre patrulheiros do tempo sejam fluidos, independentemente da distância geográfica entre os jogadores.


A cidade central (que substituiria Conton City) é descrita como um ambiente vivo e dinâmico com capacidade para centenas de jogadores simultâneos sem quedas de frames, algo impossível de executar na limitada largura de banda de memória da geração anterior.

Além disso, o poder das novas CPUs permitiria batalhas massivas contra chefões onde dezenas de jogadores colaboram na tela com efeitos de partículas e destruição de ambiente em grande escala, sem os sacrifícios visuais de outrora.

Conteúdo sem precedentes: explorando todo o cânon e além

Dragon Ball Daima capítulo 20.
Dragon Ball Daima capítulo 20 Captura de tela

Se algo definiu Xenoverse é sua capacidade de amalgamar diferentes linhas temporais. Com a maturidade de Dragon Ball Super e os arcos mais recentes do mangá e do anime (como Dragon Ball Daima), o catálogo de personagens e transformações alcançaria números recordes desde o dia do lançamento.

O sistema de criação de personagens (Avatar) receberia uma atualização profunda, permitindo pela primeira vez maior liberdade nas proporções físicas e, segundo rumores, novas raças jogáveis que apareceram no lore expandido da franquia.

A história não se limitaria apenas a corrigir os eventos de Dragon Ball Z, mas exploraria as fissuras temporais criadas em Dragon Ball Heroes e os universos paralelos apresentados no Torneio do Poder, oferecendo missões secundárias com ramificações reais de acordo com as decisões do jogador.

O sacrifício técnico: por que deixar PS4 e Xbox One para trás?

A decisão de abandonar a “old-gen” responde a uma necessidade de design de hardware. Os consoles PS4 e Xbox One utilizam discos rígidos mecânicos (HDD) e processadores com arquitetura Jaguar que não podem gerenciar a velocidade de carregamento necessária para o novo motor de Xenoverse 3.

Graças aos SSD NVMe de PS5 e Xbox Series, o jogo eliminaria as telas de carregamento entre a cidade e as missões de combate, permitindo uma transição fluida que melhora a imersão.

Especula-se o uso do Unreal Engine 5, o que permitiria uma iluminação global (Lumen) e uma densidade de polígonos (Nanite) que aproximariam a estética do jogo do nível visual visto em filmes como Dragon Ball Super: Super Hero.

Manter a compatibilidade com hardware de 13 anos atrás só resultaria em um “Xenoverse 2.5”, algo que a comunidade não estaria disposta a aceitar depois de tantos anos de espera. A exclusividade geracional é a garantia de que o jogo possa crescer em escala e complexidade.

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