A inteligência artificial não apenas está transformando empresas, mas também está redesenhando o mapa dos bilionários, já que a lista Forbes 2026 registrou três mil 428 bilionários, um recorde histórico, com uma riqueza combinada de 20,1 trilhões de dólares.
Clique para receber notícias de Tecnologia e Ciências pelo WhatsApp
Na lista anual 2026, o número um volta a ser Elon Musk, com negócios na Tesla (carros elétricos), SpaceX (foguetes e satélites) e também exposição à IA através da xAI; atrás aparecem Mark Zuckerberg, dono do Meta, e Jeff Bezos, fundador da Amazon.
Mais abaixo, Jensen Huang confirma como o furor pelos chips para IA transformou a Nvidia em uma das grandes máquinas de riqueza do momento.
Particularmente, a lista de milionários apresenta este ano um crescimento de 400 em relação a 2025 e acumulam quatro trilhões adicionais em comparação com o ano anterior.
Assim, no centro desse salto aparecem três motores: a explosão da inteligência artificial (IA), o rally dos mercados e políticas fiscais favoráveis.
O ranking da Forbes destaca que, em particular este ano, houve 45 novos bilionários ligados à inteligência artificial, essa única cifra dá uma ideia do peso que a IA já tem na criação de riqueza global.
Entre os nomes mais visíveis do boom aparecem empresários cujos negócios estão diretamente conectados com chips, software, nuvem, plataformas digitais ou infraestrutura para modelos de IA.
Na parte alta do ranking, o domínio tecnológico é evidente, entre os 20 mais ricos figuram Mark Zuckerberg (Meta/Facebook), Jeff Bezos (Amazon), Larry Ellison (Oracle), Larry Page e Sergey Brin (Google/Alphabet), Steve Ballmer e Bill Gates (Microsoft), Jensen Huang (Nvidia, semicondutores) e Michael Dell (Dell Technologies).
Isso confirma que no topo mundial da riqueza continua se concentrando em companhias que hoje estão montadas sobre a onda da IA ou se beneficiam diretamente dela.
Crescimento com a onda tecnológica
Embora a Forbes não tenha detalhado nos extratos públicos abertos o aumento anual exato de cada integrante do ranking 2026, confirmou que o fenômeno foi impulsionado pela IA e pelos mercados.
Em seus listados mensais anteriores, ficou evidente como o “braço” tecnológico impulsionou especialmente os grandes nomes do setor.
Em março, por exemplo, a publicação destacava um top 10 dominado por empresários tecnológicos e mudanças explicadas pelo desempenho de mercado de empresas como Amazon, Alphabet, Meta, Oracle, Nvidia e Tesla.
Crescimento lento
Mas não são apenas as empresas de IA que cresceram, setores clássicos como luxo, varejo, telecom ou bebidas continuam gerando fortunas enormes, embora seu crescimento tenha sido mais lento em comparação com o salto das grandes empresas de tecnologia.
A Forbes, por exemplo, posicionou entre os maiores patrimônios não tecnológicos Bernard Arnault (LVMH, luxo), Amancio Ortega (Zara/Inditex, varejo de moda), Alice Walton, Rob Walton e Jim Walton (Walmart), Warren Buffett (Berkshire Hathaway, investimentos) e Michael Bloomberg (informação financeira e mídia).
A lista também deixa claro que nem todo o dinheiro novo vem de IA, entre as maiores fortunas do mundo continuam se destacando negócios tradicionais ou diversificados.
Aparecem aí LVMH de Arnault (luxo), Inditex/Zara de Ortega (moda), Walmart dos Walton (varejo), Berkshire Hathaway de Buffett (investimentos), Bloomberg LP de Michael Bloomberg (informação financeira e mídia), Reliance Industries de Mukesh Ambani (petroquímica, energia, telecom, varejo e serviços financeiros) e América Móvil do mexicano Carlos Slim (telecomunicações).
Girl power
No cenário feminino, a Forbes também destaca fortunas fora do Vale do Silício, com Alice Walton aparecendo como uma das mulheres mais ricas do mundo, ao lado de Françoise Bettencourt Meyers da L’Oréal e Julia Koch.
Quando o foco está em mulheres autodidatas, uma das mais influentes continua sendo Rafaela Aponte-Diamant, cofundadora do gigante marítimo MSC, no setor de transporte marítimo global.
No entanto, a realidade mostra que a disparidade persiste, com apenas 14% dos bilionários do mundo sendo mulheres.
Nos materiais públicos da Forbes para 2026, Alice Walton, Françoise Bettencourt Meyers e Julia Koch continuam entre os principais nomes femininos do ranking global.
Os mais jovens
Entre os bilionários mais jovens do mundo, a Forbes traça um perfil que combina herdeiros e engenheiros, sendo um dos casos mais visíveis o de Lívia Voigt de Assis, herdeira brasileira da WEG, fabricante de motores elétricos, que a Forbes identifica como a segunda bilionária mais jovem do mundo, atrás do herdeiro farmacêutico alemão Johannes von Baumbach.
Também se destaca Clemente Del Vecchio, herdeiro vinculado ao império óptico EssilorLuxottica.
No terreno dos bilionários jovens que construíram sua própria riqueza, a IA também ganha destaque. A Forbes já havia ressaltado antes do ranking 2026 Lucy Guo, cofundadora da Scale AI, como a mulher bilionária mais jovem que se fez por conta própria, superando Taylor Swift.
Debutantes
A Forbes antecipou que entre as novas faces do universo milionário estão tanto perfis de IA quanto figuras do entretenimento e do esporte.
LEIA TAMBÉM:
Samsung Electronics completa 20 anos consecutivos como líder mundial em TVs
Adeus ao desfoque: Guia técnico para fotos de ação profissionais no smartphone em 2026
Por que desativar o Wi-Fi ao sair de casa protege contra cibercrime
Em seus avanços públicos para 2026, mencionou Roger Federer como novo milionário e posicionou Oprah Winfrey dentro de suas histórias em destaque sobre celebridades bilionárias.
Federer, segundo a Forbes, atingiu o patamar de bilionário apoiado em patrocínios e em sua participação na marca de calçados e roupas On.
