Ciência e Tecnologia

Implante do tamanho de um grão de sal pode revolucionar a neurociência

Apesar do seu tamanho compacto, o dispositivo inovador consegue registrar e transmitir a atividade neuronal por longos períodos, revolucionando pesquisas

Científicos desarrollaron un implante cerebral ultraminiatura tan pequeño que cabe sobre un grano de sal, pero lo suficientemente potente como para registrar y transmitir la actividad neuronal durante largos periodos. Foto: Freepik.
Tecnologia Implante neural. Foto: Freepik. (rawpixel.com / Busbus/rawpixel.com / Busbus)

Cientistas desenvolveram um implante cerebral ultraminiatura tão pequeno que cabe sobre um grão de sal, mas suficientemente potente para registrar e transmitir a atividade neuronal durante longos períodos.

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Criado por pesquisadores da Universidade de Cornell, este dispositivo inovador representa um grande avanço em neurociência e bioengenharia, oferecendo uma forma menos invasiva de estudar o cérebro e com o potencial de revolucionar futuras tecnologias médicas.

Com apenas 300 micras de comprimento e 70 micras de largura, este dispositivo — conhecido como eletrodo optoeletrônico sem fio em microescala (MOTE) — é o implante mais pequeno de seu tipo capaz de transmitir sinais cerebrais de forma sem fio.


PODE FUNCIONAR DENTRO DE TECIDO VIVO

Apesar de seu tamanho diminuto, pode operar dentro de tecido vivo por mais de um ano, demonstrando que sistemas eletrônicos complexos podem funcionar em uma escala microscópica sem precedentes. Esta inovação poderia redefinir a maneira como os pesquisadores projetam e implementam ferramentas de monitoramento neuronal.

Científicos desarrollaron un implante cerebral ultraminiatura tan pequeño que cabe sobre un grano de sal, pero lo suficientemente potente como para registrar y transmitir la actividad neuronal durante largos periodos. Foto: Freepik.
Tecnologia Implante neural. Foto: Freepik.

“Até onde sabemos, este é o implante neuronal mais pequeno que medirá a atividade elétrica no cérebro e a transmitirá sem fio”, destaca Alyosha Molnar, autor da pesquisa e professor na Escola de Engenharia Elétrica e Computação.

Diferentemente dos implantes cerebrais tradicionais que dependem de cabos ou baterias, este dispositivo é alimentado por luz laser vermelha e infravermelha que atravessa o tecido biológico de forma segura. Transmite dados emitindo pequenos pulsos de luz infravermelha que codificam os sinais cerebrais, consumindo energia mínima e evitando o superaquecimento e o uso de hardware volumoso.

NOVAS POSSIBILIDADES

Esta abordagem óptica permite um sistema totalmente sem fio, reduzindo riscos e melhorando a usabilidade a longo prazo.

O design do implante poderia permitir que cientistas estudem a atividade cerebral de formas antes difíceis ou impossíveis, inclusive durante ressonâncias magnéticas.

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Além da neurociência, a tecnologia poderia ser adaptada para monitorar outras partes do corpo, como a medula espinhal, e poderia contribuir para futuros avanços em interfaces cérebro-computador, diagnósticos e tratamentos mais precisos e menos invasivos.

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