Ciência e Tecnologia

Guerra tecnológica: Irã ameaça Google, Microsoft e mais 16 empresas dos EUA

A intersecção de ameaças ocorre paralelamente à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz e pelo fornecimento energético global, revelando tensões geopolíticas

Empresas clave del ecosistema digital y de inteligencia artificial quedan en el centro de una crisis con posibles impactos globales.
Empresas chave do sistema digital e de inteligência artificial encontram-se no centro de uma crise com possíves impactos globais

O conflito entre Estados Unidos e Irã se intensificou nesta terça-feira com novos avisos cruzados. A Guarda Revolucionária iraniana anunciou que atacará grandes corporações tecnológicas norte-americanas se os “assassinatos seletivos” de seus líderes continuarem.

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Enquanto isso, o presidente Donald Trump endureceu sua postura ao propor ataques diretos contra a infraestrutura energética iraniana caso não seja alcançado um acordo imediato.

Empresas tecnológicas sob investigação

De acordo com o anúncio iraniano agora divulgado nas redes sociais, pelo menos 18 empresas americanas —incluindo Apple, Google, Microsoft, Tesla e NVIDIA— podem ser alvo de ataques a partir de 1º de abril. O aviso foi contundente: “Por cada assassinato, uma empresa americana será destruída”, em referência às operações contra comandantes iranianos.


Em paralelo, Trump afirmou que os Estados Unidos estão em “conversas sérias com um novo e mais razoável regime” no Irã para encerrar as operações militares. No entanto, alertou que, se não for alcançado um acordo e o estreito de Ormuz não for aberto “imediatamente para os negócios”, Washington poderia responder com força.

“O final de nossa estadia será voando e obliterando completamente suas usinas geradoras de eletricidade, poços petrolíferos e a ilha de Kharg”, declarou o líder americano em sua rede social Truth Social. Acrescentou que esses alvos “não foram tocados deliberadamente” até agora.

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Em outra mensagem, Trump também pressionou aliados internacionais ao sugerir que países afetados pelo fechamento do estreito “vão e o tomem”, marcando distância do papel tradicional dos Estados Unidos na segurança energética global.

As declarações refletem uma fase crítica do conflito atual, com ameaças que já não envolvem apenas objetivos militares no Oriente Médio, mas também infraestrutura estratégica e corporações privadas nos Estados Unidos, elevando o risco de uma confrontação de alcance intercontinental.

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