Ciência e Tecnologia

Artemis II: astronautas testemunharão eclipse solar total único da face lunar

O evento terá duração de aproximadamente 53 minutos, oferecendo uma experiência completa e envolvente para os participantes

Eclipse total del sol enamoró a norteamérica este 8 de abril.
Eclipse lunar Eclipse lunar (Foto de Drew Rae en Pexels)

A missão Artemis II continua estabelecendo marcos na exploração espacial. Nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, os quatro astronautas adentrarão o lado oculto da Lua e alcançarão a maior distância percorrida por humanos a partir da Terra, superando inclusive os registros históricos do programa Apollo.

Além do recorde, a tripulação será testemunha de um fenômeno excepcional: um eclipse solar total que não poderá ser visto de nosso planeta.

Eclipse astronômico: evento raro durará quase uma hora no céu

De acordo com a NASA, o evento se estenderá por aproximadamente 53 minutos, uma duração incomum se comparada com os eclipses observados a partir da Terra.

O fenômeno começará por volta das 20:35 (horário do leste dos Estados Unidos), uma hora a menos para o Equador. Isso, quando a nave Orion tiver superado seu ponto mais distante, a cerca de 253.000 milhas de distância.


A partir dessa posição privilegiada, os astronautas Christina Koch, Victor Glover, Jeremy Hansen e Reid Wiseman observarão como o Sol desaparece atrás da Lua, dando lugar a um espetáculo que combina ciência e admiração.

Um espetáculo nunca antes visto por humanos

Antes do eclipse, a tripulação testemunhará outro fenômeno impactante: o chamado “pôr da Terra”, quando o planeta desaparece por trás do horizonte lunar.

Posteriormente, verão o fenômeno inverso, conhecido como "Earthrise“, quando a Terra reaparece no horizonte, um evento emblemático na história da exploração espacial.

Durante o eclipse, os astronautas também observarão o “amanhecer”, quando a luz solar ressurge do outro lado da Lua.

Ciência em tempo real diretamente do espaço profundo

Além do impacto visual, este momento será crucial para a pesquisa científica. A tripulação terá aproximadamente uma hora para cumprir uma série de objetivos científicos definidos pela NASA.

A chefe de operações científicas de voo, Kelsey Young, explicou que os astronautas deverão seguir um plano de observação focado em responder perguntas sobre a ciência lunar e planetária.

Entre as tarefas designadas, estão incluídas descrições detalhadas da coroa solar durante o eclipse, já que o olho humano pode captar nuances de cor e tonalidades que as câmeras nem sempre registram.

Esse tipo de observações já foi fundamental no passado.

Na missão Apollo 17, por exemplo, astronautas identificaram regolito de cor laranja na superfície lunar, o que permitiu repensar teorias sobre a atividade vulcânica do satélite.

Um passo crucial para o futuro da exploração lunar

A NASA espera que as observações realizadas no lado oculto da Lua permitam ampliar o conhecimento científico e formular novas perguntas para futuras missões.

O administrador da agência, Jared Isaacman, destacou a importância deste sobrevoo para analisar o desempenho da nave Orion e estudar regiões que nunca foram observadas diretamente por humanos.

Embora Artemis II não contemple um pouso lunar, seu impacto é fundamental para as próximas fases do programa.

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A missão Artemis III, prevista para daqui aproximadamente um ano, buscará levar novamente astronautas à superfície lunar, enquanto Artemis IV continuará com a expansão da presença humana no espaço profundo.

Após completar uma viagem de dez dias, a tripulação retornará à Terra. A cápsula Orion amerissará em frente à costa de San Diego, marcando o encerramento de uma missão que redefine os limites da exploração humana.

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