Ciência e Tecnologia

‘Juliasaurus’: dinossauro quase intacto pode ser nova espécie e é exibido pela primeira vez no Reino Unido

Esqueleto de Juliasaurus descoberto em 2020 revela 75% de preservação, trazendo impressões fascinantes sobre essa espécie de dinossauro ainda pouco conhecida

Presentación de 'Juliasaurus' una nueva especie de dinosaurio descubierta en 2020, de la que se conserva un 70-75 % del dinosaurio, este miércoles en el Hollytrees Museum de Colchester. EFE/Luis Campello.
Um esqueleto de dinossauro de 6 metros de altura é exibido pela primeira vez no Reino Unido A apresentação do 'Juliasaurus', uma nova espécie de dinossauro descoberta em 2020, da qual 70-75% do dinossauro está preservado, acontecerá nesta quarta-feira no Museu Hollytrees em Colchester. EFE/Luis Campello. (Luis Campello./EFE)

Um dinossauro de aproximadamente seis metros de comprimento, apelidado de “Juliasaurus”, está sendo exibido ao público pela primeira vez no museu Hollytrees, em Colchester (Reino Unido). O fóssil, considerado excepcionalmente bem preservado, pode pertencer a uma nova espécie, segundo especialistas.

Clique para receber notícias de Tecnologia e Ciências pelo WhatsApp

Fóssil raro com 75% de preservação

O esqueleto foi descoberto em 2020 na Formação Morrison, em Wyoming (Estados Unidos), uma das regiões mais ricas em fósseis do período Jurássico. Com cerca de 75% de preservação, o “Juliasaurus” representa um nível incomum de integridade, oferecendo uma oportunidade única para estudos científicos detalhados.

La especie 'Juliasaurus' fue descubierta en 2020. EFE/Luis Campello.
Esqueleto. A espécie 'Juliassaurus' foi descoberta em 2020. EFE/Luis Campello. (Luis Campello./EFE)

De acordo com o paleontólogo Chris McKean, dos museus de Colchester, a descoberta é extraordinária:


“Em muitas pesquisas, apenas partes isoladas do dinossauro são encontradas. Neste caso, temos três quartos do animal. É o dinossauro mais completo descoberto nos últimos cinco anos.”

Possível parente do Alossauro

As análises iniciais indicam que o “Juliasaurus” pode estar relacionado ao Alossauro, um dos principais predadores do período Jurássico. No entanto, características anatômicas específicas — como o crânio, a pelve e as vértebras — sugerem que ele pode não se encaixar em nenhuma espécie conhecida até agora.

Isso reforça a possibilidade de que o fóssil represente uma nova espécie de dinossauro, ainda em processo de classificação científica.

Como vivia o ‘Juliasaurus’

O dinossauro viveu há cerca de 150 milhões de anos, durante o período Jurássico, na região que hoje corresponde aos Estados Unidos.

Com aproximadamente 6,2 metros de comprimento e peso estimado em 600 quilos, o animal era um predador ágil. A estrutura de seus dentes e do crânio indica que utilizava mordidas rápidas e cortantes, diferentemente do estilo de ataque mais esmagador do Tyrannosaurus rex.

Origem do nome ‘Juliasaurus’

O nome “Juliasaurus” é provisório. O termo “saurus” vem do grego antigo e significa lagarto ou réptil, enquanto “Julia” faz referência à atual proprietária do fóssil.

Quando os estudos forem concluídos, o dinossauro receberá um nome científico oficial, caso seja confirmado como uma nova espécie.

LEIA TAMBÉM:

Cápsula do tempo de um milhão de anos revela futuro climático nas Antípodas

WhatsApp lança assinaturas pagas: como monetizar conteúdo em Canais

Quer trabalhar para Elon Musk? xAI busca “treinadores humanos” para Grok

Exposição e propriedade do fóssil

O fóssil foi vendido em 2024 a um colecionador privado pela galeria londrina David Aaron. Posteriormente, foi cedido ao museu Hollytrees em um empréstimo de longo prazo, permitindo sua exibição ao público e o avanço das pesquisas científicas.

Últimas Notícias