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Estouro sônico: o que os astronautas do Artemis II sentiram ao voltar à Terra

O retorno à Terra é considerado o momento mais crítico da missão espacial, com desafios técnicos e riscos para os astronautas durante a reentrada na atmosfera

El regreso de la misión Artemis II no solo fue un hito histórico, sino también un espectáculo físico extremo
O regresso da missão Artemis II não foi somente um marco histórico, foi também um espetáculo físico extremo Captura de pantalla de la NASA.

O retorno da missão Artemis I não foi apenas um marco histórico, mas também um espetáculo físico extremo. Durante a reentrada da cápsula Orion na atmosfera terrestre, ocorreu um fenômeno conhecido como estouro sônico ou “boom sônico”. Este evento, gerado por velocidades supersônicas, marcou um dos momentos mais intensos e perigosos de toda a missão.

O estouro sônico acontece quando um objeto ultrapassa a velocidade do som, conhecida como Mach 1. Nesse instante, o ar não consegue se deslocar rapidamente o suficiente, gerando uma onda de choque que é percebida como uma explosão ou um forte trovão na superfície terrestre. Esse fenômeno é comum em aeronaves supersônicas, mas no caso de Artemis I, sua magnitude foi muito maior.

El regreso de la misión Artemis II no solo fue un hito histórico, sino también un espectáculo físico extremo
O regresso da missão Artemis II não foi somente um marco histórico, foi também um espetáculo físico extremo Captura de pantalla.

Durante a reentrada, a cápsula Orion atingiu velocidades superiores a 40.000 km/h. Essa velocidade hipersônica gerou uma enorme compressão do ar, criando uma perturbação atmosférica capaz de produzir o característico “duplo golpe” sonoro que define um boom sônico. A intensidade depende de fatores como altitude e condições climáticas.

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A reentrada é considerada o momento mais crítico da missão. A nave atravessa a atmosfera envolta em uma “bola de fogo”, enfrentando temperaturas superiores a 2.500 °C devido à fricção, o que coloca à prova o escudo térmico, peça-chave para a sobrevivência dos astronautas. Esse processo dura apenas minutos, mas é determinante.

A transição de velocidades hipersônicas para subsônicas é o ponto onde ocorre o estouro sônico. Essa mudança abrupta gera ondas de choque que podem ser sentidas em terra como vibrações ou estrondos, especialmente em áreas próximas à trajetória da nave. Nesta missão, o fenômeno pôde ser percebido em regiões do sul da Califórnia.

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Especialistas apontam que esse tipo de evento não representa um risco direto para a população. No entanto, seu impacto acústico pode surpreender aqueles que não estão familiarizados com o fenômeno, já que é percebido como uma explosão repentina no céu. É um efeito natural de viajar em velocidades extremas.

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