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Andrew, irmão do rei Charles III, é detido no Reino Unido por escândalo com Jeffrey Epstein

Prisão do irmão de Charles III na residência de Norfolk pela Polícia do Vale do Tâmisa revela escândalo com Jeffrey Epstein e coloca a família real britânica em nova polêmica

Príncipe Andrés
Escândalo no família real britânica ARQUIVO - O príncipe Andrew e o rei Charles III da Grã-Bretanha saem após a missa de réquiem para a duquesa de Kent na Catedral de Westminster em Londres, Reino Unido, na terça-feira, 16 de setembro de 2025. (Joanna Chan/AP)

A detenção de Andrew Mountbatten-Windsor voltou a abalar a família real britânica e a opinião pública internacional. O irmão do monarca Charles III foi preso nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, sob suspeita de má conduta em cargo público, conforme confirmado pela Polícia do Vale do Tâmisa.

O procedimento foi realizado na propriedade de Sandringham Estate, localizada no condado de Norfolk, onde reside atualmente o antigo príncipe Andrew. De acordo com o comunicado oficial, o detido permanece retido em uma delegacia enquanto avançam as diligências correspondentes. As autoridades indicaram que o caso está “ativo” e pediram cautela para evitar possíveis cenários de desacato judicial.

Escândalo na monarquia: Andrew Mountbatten-Windsor detido em investigação criminal

A investigação se intensificou após a divulgação de e-mails pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, nos quais se sugere que Andrés teria facilitado documentos sensíveis do governo britânico ao financeiro americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. A partir dessa informação, a Polícia do Vale do Tâmisa iniciou uma avaliação que resultou na abertura formal de uma investigação criminal.

Segundo o relatório oficial, a detenção ocorreu sob suspeita de má conduta em cargo público, e simultaneamente são realizadas buscas em residências em Berkshire e Norfolk. A autoridade policial destacou a importância de proteger a integridade e objetividade do processo, dada a magnitude do interesse público que envolve o caso.


No Reino Unido, uma prisão exige que a polícia tenha motivos razoáveis para suspeitar da comissão de um delito e considere necessário privar de liberdade o implicado enquanto as investigações prosseguem. Paralelamente, diferentes forças britânicas avaliam os movimentos do avião privado de Epstein em aeroportos do país, como parte de uma revisão mais ampla de suas atividades.

O nome do ex-membro da realeza também esteve vinculado às declarações de Virginia Giuffre, que em 2014 afirmou ter sido levada ao Reino Unido quando era menor de idade e forçada a manter relações sexuais com Andrew, acusações que ele tem negado repetidamente.

Diante deste novo episódio, a postura da família real britânica tem sido contundente. Em outubro passado, o rei Charles III privou seu irmão do último título de príncipe e expressou sua disposição de colaborar com qualquer investigação oficial. Um porta-voz do Palácio assinalou que o monarca mantém uma profunda preocupação com as acusações que continuam surgindo.

Ademais, o príncipe de Gales, William, junto a sua esposa Kate, manifestou estar “profundamente preocupado” com as revelações e assegurou que seus pensamentos permanecem centrados nas vítimas.

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A detenção de Andrew Mountbatten-Windsor marca um novo capítulo em um dos escândalos mais delicados que a monarquia britânica enfrentou em décadas, enquanto a investigação por sua presumível má conduta em cargo público continua seu curso sob o foco nacional e internacional.

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