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Bad Bunny agita o Brasil com ritmo da música porto-riquenha

O artista porto-riquenho realiza o primeiro de dois shows no Brasil, levando sua turnê musical a fãs brasileiros em uma apresentação emocionante e aguardada

El cantante puertorriqueño Bad Bunny canta durante un concierto de su gira ‘DeBí TiRAR MáS FOToS World Tour’ este viernes, en el Allianz Parque en Sao Paulo (Brasil). EFE/ Isaac Fontana
Bad Bunny agita a noite brasileira com altas doses de espanhol e nostalgia latinoamericana O cantor portor-riquenho Bad Bunny canta durante um sohw de sua turnê 'DeBí TiRAR MáS FOToS World Tour' nesta sexta, no Allianz Parque em São Paulo (Brasil). EFE/ Isaac Fontana (Isaac Fontana/EFE)

Bad Bunny temperou a noite brasileira nesta sexta-feira, no primeiro de seus dois shows programados no país, com altas doses de espanhol e um toque de nostalgia latino-americana, que soube transformar em sua marca global.

Sob o céu estrelado da maior metrópole sul-americana, que por uma noite deixou de lado a clássica chuva de verão, o porto-riquenho mais famoso do mundo cantou seus maiores sucessos pela primeira vez no gigante sul-americano.

A escuridão do estádio lotado de fãs foi quebrada quando na tela gigante do palco apareceram dois jovens sentados nos degraus da fachada de uma típica casa brasileira, junto a duas cadeiras de plástico, símbolo de seu último álbum “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”.

“Se dissermos as palavras mágicas, Benito vem”, sussurrou o adolescente em português para a jovem. Em seguida, ambos rapearam em uníssono a introdução de ‘La Mudanza’, a música que retrata a metamorfose do artista.


“Um aplauso para mamãe e papai porque na verdade arrasaram”, ouviu-se justo antes de Benito Antonio Martínez Ocasio irromper no palco diante de uma multidão que já antes do horário programado coreava seu nome insistentemente.

“Finalmente, Brasil”, exclamou o Coelho Mau, que em quase dez anos de carreira não havia pisado em solo brasileiro.

O artista multipremiado divertiu e se divertiu: demonstrou simpatia, riu alto e dançou durante as duas horas e meia de um show no qual convidou a dançar com hinos como ‘DÁKITI’ e ‘Safaera’, além de uma surpreendente versão salsera de ‘Callaíta’.

Mas também convidou em sua língua nativa, e sem recorrer ao “portuñol”, a mergulhar completamente em sua nostalgia latino-americana, da qual o Brasil às vezes se sente estrangeiro por ser um gigante lusófono em uma região majoritariamente hispânica.

De fato, o Brasil foi um osso duro de roer para o ‘Coelho Mau’: enquanto em 2025 se coroou como o artista mais ouvido do mundo no Spotify, nas paradas nacionais da plataforma não houve rastros do porto-riquenho em seus postos de honra.

No entanto, o vento parece ter mudado após sua atuação no Super Bowl 2026. As reproduções de Bad Bunny no Spotify Brasil aumentaram 426% em comparação com a semana anterior ao evento esportivo, segundo dados da própria plataforma divulgados pela Billboard Brasil.

A ‘casinha’ do perreo: funk e cultura urbana revelados

No meio do show, o Coelho abriu as portas de sua famosa ‘casinha’, um cenário secundário que replica uma moradia tradicional do campo de Porto Rico. Lá, ele saiu vestindo o uniforme da seleção brasileira de 1962, com o qual o time de Pelé conquistou seu segundo Mundial.

Com o ’10′ protegendo suas costas e rodeado de celebridades locais, Bad Bunny interpretou, inclusive do teto, canções como ‘Eu danço sozinha’ e ‘Me comporto bonito’.

O ponto alto foi ‘DtMF’. Em um gesto de intimidade coletiva, ele pediu ao seu público para guardar os celulares para “se conectar com o presente” e abraçar seus acompanhantes durante os últimos minutos do espetáculo.

Às vezes, Brasil “esquece que é latino”

Fora do estádio, as filas para entrar eram um desfile de camisetas de seleções nacionais de toda a região e muitas outras com estampas exaltando a identidade latina.

“Graças a Deus nasci na América Latina”, dizia a peça de roupa de uma fã do estado da Bahia, no nordeste brasileiro, que enquanto corria para o portão de entrada fazia tremular uma bandeira de Porto Rico amarrada em seu pescoço.

O Allianz Parque, berço do Palmeiras, deixou por um momento de ser um estádio de futebol e se transformou em uma “embaixada” onde se ouvia mais espanhol do que português.

Como o sotaque da cubana Rachel Borges, que vive no estado de Santa Catarina e viajou para a capital paulista para ver Bad Bunny pela primeira vez; ou como o de Armando Aguilar, que desembolsou cerca de 2.500 dólares entre ingressos, hotel e o voo desde seu natal Equador, apenas para ver este artista que definiu como “revolucionário”.

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Nós brasileiros “às vezes esquecemos que somos latinos”, expressou à EFE Thalia Souza de Araujo, que viajou do Rio de Janeiro para assistir a este show.

Em sua estreia no Brasil, Bad Bunny serviu um cardápio exquisito, que muitos poderão repetir neste sábado e que outros esperam que não passe uma década para poder saboreá-lo novamente.

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