A temporada 2026 de Fórmula 1 começa nesta sexta-feira na Austrália com um novo e disruptivo regulamento em andamento. “Como a Fórmula E, mas com esteroides”, assim definiu o tetracampeão mundial Max Verstappen. Maior relevância para a parte elétrica —de 35% para 50%— que provoca um novo estilo de condução. Adeus ao DRS, olá à aerodinâmica ativa e aos modos de condução, em uma temporada com menor carga aerodinâmica na eterna busca por disputas em pista.
Uma nova era chega à F1 em 2026, uma data marcada em vermelho no calendário desde que a nova normativa foi conhecida e que, pelo receio de mostrar abertamente os dois primeiros testes de pré-temporada, foi conduzida com cautela pela competição.
Também pelos times. Todos os que não eram McLaren e Red Bull —apenas com Max Verstappen— ansiavam por esta mudança buscando um aumento em suas possibilidades de lutar pelo título. Os ‘pequenos’ confiavam em dar o surpresa, mas, com base nas informações dos testes, Ferrari, Mercedes, Red Bull e McLaren parecem estar um passo à frente.
Isso sim, com a incógnita gerada por um regulamento que modifica até a forma de conduzir dos pilotos. Uma nova filosofia, nunca antes vista na Fórmula 1, focada em contar com a maior potência elétrica possível. Para isso, os pilotos devem jogar com as trocas de marcha ou não fazer uma curva o mais rápido possível com o objetivo de ter maior energia —e, por consequência, velocidade de ponta— nas retas posteriores.
A palavra-chave: gestão. E isso se deve ao maior protagonismo da parte elétrica. De 35% passa para 50% —os outros 50% são fornecidos pelo motor de combustão, com combustíveis sintéticos—. Um aumento que contrasta com a eliminação de um elemento-chave na era híbrida: o MGU-H.
Este foi implementado para converter energia térmica em eletricidade. Sem esse elemento, descartando a possibilidade de recuperar maior energia por ser muito custoso e complexo, permanece o MGU-K, que recupera a energia cinética durante as frenagens, e dobra sua potência até 350 quilowatts.
E, com um elemento a menos para recuperar energia ao mesmo tempo em que a parte elétrica ganha maior relevância, os pilotos devem mudar seu estilo de condução.
DRS chega ao fim após 15 anos de implementação histórica
A F1 implementou o sistema Drag Reduction System (DRS) em 2011 com o objetivo de facilitar ultrapassagens. Um sistema que consiste em uma parte móvel da asa traseira que reduz a carga aerodinâmica e proporciona maior velocidade de ponta.
Sistema que foi perdendo eficácia ao longo dos anos devido à geração de carga aerodinâmica por outras peças do carro de corrida. Por isso, e com o objetivo de aumentar a velocidade em linha reta e propiciar maior carga energética em curvas, a FIA (Federação Internacional do Automóvel) passou para a aerodinâmica ativa.
Um sistema que faz com que tanto a asa dianteira quanto a traseira tenham movimento para reduzir a carga aerodinâmica. Neste caso, pode ser ativado por qualquer piloto em pontos específicos do circuito, independentemente da distância do carro à frente.
Com este sistema, a Ferrari surpreendeu nos últimos testes de pré-temporada, já que sua parte móvel da asa traseira girava 360 graus.
Ultrapassagens e batalhas na pista: emoção total
Com o objetivo de potencializar as disputas entre pilotos na pista e proporcionar maior alternativa nas corridas, chegam os modos de condução, que permitem ao piloto dispor de maior energia elétrica e potência.
O modo ultrapassagem, concebido como um DRS de energia, possibilitará liberar energia adicional quando os pilotos estiverem a menos de 1 segundo do carro que os precede, com um ganho de 0,5 megajoules.
Por outro lado, entra em ação o modo impulsão, que permite acessar potência adicional da bateria para atacar ou se defender.
Outro ponto crucial para propiciar ultrapassagens é evitar o chamado ar sujo, ou seja, turbulências e maior temperatura ao circular próximo a outro monoposto.
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Por isso, a FIA reduziu a carga aerodinâmica dos carros e também o tamanho dos monopostos em 7,9 polegadas até 133,9 polegadas; a largura em 3,9 polegadas; e o peso em 750 libras.
Em suma, carros mais leves, menores e com uma gestão constante de energia que modifica o paradigma da competição após 76 anos de história, sempre buscando uma igualdade, até o momento utópica, enquanto abraça a eletrificação.
