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Ryan Gosling revela emoção paterna em “Projeto Fim do Mundo”

Filme que revela uma corrida contra o tempo para salvar a humanidade, explorando empatia, colaboração e esperança em uma jornada emocionante e reflexiva

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Ryan Gosling (Foto: Sony )

Em meio a uma história sobre a possível extinção do Sol, Ryan Gosling encontra algo muito mais poderoso que a ciência: a humanidade. Com Projeto Fim do Mundo, adaptação do best-seller de Andy Weir, o ator canadense mergulha em um dos papéis mais íntimos de sua carreira, guiado pelos diretores Phil Lord e Christopher Miller.

Durante sua visita à Cidade do México, o artista não apenas apresentou o filme, mas também revelou uma faceta profundamente pessoal: um homem atravessado pela família, pela paternidade e pela necessidade de encontrar esperança mesmo nos cenários mais sombrios.

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Ryan Gosling (Foto: Sony )

Com um sorriso constante —apesar de uma agenda intensa— Gosling se mostrou próximo, humilde e até cúmplice com o público mexicano. Inclusive, em vários momentos mencionou sua parceira, Eva Mendes, revelando que segue seus pedidos e que ela pediu para enviar saudações.

“Bem, acredito que minhas filhas têm sido a maior influência para eu fazer isso e também simplesmente fazendo isso. Elas têm sido... e Eva também”.


Para Gosling, Projeto Fim do Mundo não é apenas um filme de ficção científica, mas uma experiência profundamente pessoal: “Bem, este filme se transformou em um negócio familiar. Todos nós colocamos tanto amor nele. Queríamos ver um filme como este, como família. E acredito que esperamos que outras famílias sintam o amor que depositamos nele”.

O ator relembrou como essa história chegou à sua vida em um momento particularmente complexo.

“É uma história incrível que Andy havia escrito, que nos lembra do que somos capazes como seres humanos, fazendo o impossível se tornar possível o tempo todo, tendo mais dentro de nós do que sabemos e do que nos dizem, e que o futuro não é algo para temer, mas para ser descoberto, foi simplesmente um presente”.

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Ryan Gosling RYAN GOSLING PHIL LORD CRISTOPHER MILLER (Foto: Sony )

O filme, garante, também nasce de seu papel como pai: “Pensei que este filme era como criar algo para minhas filhas e sua geração, para que pudessem ter algo que não tentasse assustá-los, mas que (...) E não negava que o futuro teria problemas e que havia muito a resolver adiante, mas que poderíamos fazê-lo. Pensei que era um presente para mim como pai, como pessoa e, definitivamente, como cineasta”.

Na película, Gosling interpreta Ryland Grace, um professor que acorda sem memória em uma nave espacial, transformando-se na última esperança da humanidade. Porém, além da sobrevivência, a história se converte em uma narrativa sobre conexão.

O ator descreve o desafio de construir um vínculo emocional com um ser completamente diferente.

“Primeiro, preciso dar crédito a Andy Weir, porque está tão lindamente retratado no livro. Gravamos principalmente em sequência, acho. Começamos comigo acordando de um coma. Foi como nascer no espaço”. E acrescenta: “Passei muito tempo sozinho na câmera. Passei por minha própria crise existencial. Não a recomendo a ninguém. É muito confrontador. E então, do outro lado disso, quando realmente precisava de um amigo, de repente Rocky apareceu... e agora começamos a nos comunicar e temos que desenvolver uma língua”.

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Ryan Gosling se sincera sobre su familia y su lado más humano en Proyecto Fin del Mundo (Foto: Sony )
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Ryan Gosling (Foto: Sony )

Gosling destaca que, embora a história pareça fantástica, o processo foi profundamente orgânico.

“É uma maneira de dizer que para algo tão aberto como essa ideia, o que está acontecendo em cena é bastante orgânico e real. E realmente acredito que é parte da magia do filme”.

Ele também reconhece que esse papel chegou no momento certo de sua carreira: “Acho que venho fazendo isso há 30 anos. Não creio que pudesse ter feito isso antes... precisava de toda essa experiência”.

O diretor Christopher Miller explicou como conseguiram dar vida a essa conexão dentro do filme.

“Ter outros seres humanos por perto, acredito, nos deu a sensação de que esse relacionamento é verdadeiro. A química está ali no palco e é palpável”. Por sua vez, Phil Lord refletiu sobre o equilíbrio entre ciência e emoção: “A condição humana é que em alguns dos momentos mais tristes da minha vida eu estava rindo através das lágrimas. Sempre quisemos garantir que os riscos fossem reais, mas há momentos de leveza que vêm com a vida”.

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Ryan Gosling (Foto: Sony )

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Finalmente, os diretores reconheceram que o maior desafio não foi a ciência, mas tornar a história acessível. “O grande desafio foi realmente tentar nos certificar de que era um filme divertido, que mesmo quem não sabe muito sobre ciência pode seguir a história“. E destacaram o papel de Gosling: “Ryan é tão bom em ser expressivo, você entende por que ele está fazendo isso e o que ele espera tirar disso”. Nas palavras do próprio Gosling, é uma história que lembra que mesmo no fim do mundo, continuamos encontrando razões para nos conectar.

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