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Quem é Tori Penso? A árbitra que apitou uma partida da Copa do Mundo de 2026 e fez história

As mulheres também estão fazendo história na arbitragem da Copa do Mundo de 2026

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A juíza debutou neste Mundial (Foto: Instagram Tori Penso)
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A Copa do Mundo de 2026 está proporcionando mais do que apenas gols, comemorações e surpresas esportivas. Ela também marca novos capítulos em um debate contínuo no futebol masculino: a presença de mulheres em cargos de autoridade máxima em campo.

Uma das figuras de destaque deste torneio é a árbitra americana Tori Penso, que fez história ao se tornar a segunda mulher a arbitrar uma partida da Copa do Mundo masculina como árbitra principal, no jogo entre República Tcheca e África do Sul, realizado em Atlanta.

Sua nomeação é significativa. Em um esporte que, por muito tempo, reservou seus palcos mais importantes aos homens, a presença de Penso como árbitra principal confirma que o caminho aberto no Catar, em 2022.

Quem é Tori Penso?

Nascida nos Estados Unidos, Tori Penso já acumulava uma carreira marcada por feitos importantes antes de chegar à Copa do Mundo masculina. Ela arbitrou a final da Copa do Mundo Feminina de 2023, entre Espanha e Inglaterra, e atuou em partidas de alto nível tanto em competições masculinas quanto femininas. Além disso, em 2020, tornou-se a primeira mulher em mais de duas décadas a arbitrar uma partida da temporada regular da MLS.


Na partida entre República Tcheca e África do Sul, Penso contou com a companhia das também americanas Brooke Mayo e Kathryn Nesbitt, formando um trio de arbitragem totalmente feminino que a imprensa internacional destacou como um símbolo desta Copa do Mundo.

O jogo terminou empatado em 1 a 1 e teve um desfecho emocionante, com a África do Sul convertendo um pênalti nos minutos finais da partida.

Stéphanie Frappart, a verdadeira pioneira

Embora o nome de Tori Penso tenha se tornado um marco na história da arbitragem para a Copa do Mundo de 2026, a primeira grande porta foi aberta por Stéphanie Frappart na Copa do Mundo de 2022, no Catar. A árbitra francesa tornou-se a primeira mulher a comandar uma partida de Copa do Mundo masculina como árbitra principal ao dirigir o jogo entre Costa Rica e Alemanha, em 1º de dezembro de 2022.

Aquele momento foi histórico não apenas pela imagem de uma mulher arbitrando uma partida masculina de Copa do Mundo, mas também porque levantou uma questão desconfortável para o esporte: se as mulheres já possuíam o treinamento, a experiência e o histórico internacional, por que demoraram tanto para chegar a esse patamar?

Katia Itzel García também fez história pelo México

Outra mulher que deixou sua marca nesta Copa do Mundo é a árbitra mexicana Katia Itzel García; ela foi selecionada para a equipe de arbitragem da Copa do Mundo de 2026 e estreou como quarta árbitra na partida entre Holanda e Japão. Embora tenha havido especulações iniciais de que ela atuaria como árbitra principal, relatos da partida indicam que Ismail Elfath foi o árbitro principal, enquanto García atuou como quarta árbitra.

Ainda assim, sua presença representa um marco para a arbitragem mexicana. García chegou à Copa do Mundo como uma das árbitras principais nomeadas pela FIFA para o torneio e como uma das figuras femininas mais proeminentes do continente na área. Além disso, ela já havia aberto caminho em competições masculinas — incluindo a Liga MX, onde, em 2024, tornou-se a primeira mulher em mais de 20 anos a arbitrar uma partida da primeira divisão mexicana.

A presença de Penso, García e outras mulheres na equipe de arbitragem da Copa do Mundo de 2026 não pode ser vista apenas como uma novidade. Em um torneio onde cada decisão da arbitragem é minuciosamente analisada, o fato de mulheres ocuparem essas posições reflete uma transformação lenta, porém necessária, no futebol.

Afinal, arbitrar uma partida envolve mais do que apenas correr atrás da bola ou mostrar cartões; exige autoridade, bom senso, capacidade de leitura de jogo e a serenidade para manter decisões sob pressão. Durante anos, muitas mulheres foram obrigadas a provar tudo isso repetidamente, mesmo quando suas trajetórias já falavam por si mesmas.

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A Copa do Mundo de 2026 nos deixa, assim, uma imagem significativa: o futebol masculino continua sendo um espaço profundamente desigual, mas cada nomeação — como as de Tori Penso e Katia Itzel García — abala um pouco mais essa estrutura. Não porque a presença delas seja meramente simbólica, mas porque confirma algo que deveria ser óbvio há muito tempo: a autoridade em campo não tem gênero.


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