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Amar sem rótulos? Poliamor, relacionamentos abertos e os laços que estão redefinindo o amor

Numa era em que o amor já não segue um padrão único, o poliamor e os relacionamentos abertos despertam curiosidade, dúvidas e emoções intensas

Relaciones abiertas y poliamor
Relações abertas e poliamor

Hoje sabemos mais sobre a vida de outras pessoas do que nunca, mas muitos sentem uma profunda desconexão emocional. De acordo com o psicólogo clínico David Sucre Villalobos, o problema não é que tenhamos parado de nos conectar com os outros, mas sim que confundimos contato com conexão genuína.

Aplicativos, redes sociais e novas dinâmicas transformaram a maneira como nos aproximamos dos outros. No entanto, a verdadeira conexão — aquela que envolve compromisso, tempo e dedicação — parece gerar mais medo do que nunca. E é justamente aqui que surgem novas formas de amor.

Relaciones abiertas y poliamor
Relações abertas e poliamor

Poliamor e Relacionamentos Abertos

Cada vez mais pessoas exploram relacionamentos que fogem do modelo tradicional: casais que optam por não morar juntos, acordos de exclusividade flexíveis e relacionamentos envolvendo mais de duas pessoas, estabelecendo dinâmicas que permitem certas “licenças” para experimentar com outras pessoas.

Para muitas mulheres, essas formas de relacionamento representam uma oportunidade de questionar estruturas historicamente desiguais. O desejo de romper com modelos monogâmicos rígidos ou relacionamentos marcados pela rotina pode alimentar a curiosidade sobre novas formas de amar.


Mas não é tão simples assim. A especialista explica que, embora essas experiências prometam liberdade, elas também podem abrir as portas para emoções complexas como ciúme, insegurança ou ressentimento, especialmente quando as expectativas não são claras desde o início.

Relaciones abiertas y poliamor
Relações abertas e poliamor

O mito de que “mais abertura” significa mais maturidade emocional

Existe uma ideia popular de que pessoas mais abertas ou seguras se adaptam melhor ao poliamor. No entanto, a experiência clínica mostra algo diferente; muitas vezes, aqueles que buscam esses relacionamentos o fazem devido a feridas emocionais ou necessidades não resolvidas.

Portanto, além dos rótulos, a chave está no autoconhecimento. Saber do que você precisa, o que você pode oferecer e quais são seus limites emocionais pode fazer toda a diferença entre uma experiência enriquecedora e uma que deixa cicatrizes.

Relaciones abiertas y poliamor
Relações abertas e poliamor

É possível construir estabilidade em relacionamentos não monogâmicos?

Não existe uma resposta única para essa grande questão. Algumas pessoas acreditam que é possível manter o compromisso e o equilíbrio em relacionamentos não monogâmicos, mas o desafio surge quando tempo, energia e afeto precisam ser divididos entre várias pessoas.

Comparações, percepções de desigualdade e a dificuldade humana em distribuir emoções de forma equitativa frequentemente se tornam pontos de tensão. E quando os acordos não evoluem no mesmo ritmo que o relacionamento, surgem conflitos que ninguém previu.

Relaciones abiertas y poliamor
Relações abertas e poliamor (Olga Yastremska, New Africa, Afr)

Antes de iniciar um relacionamento

Além das tendências ou das discussões nas redes sociais, o primeiro passo não é mudar o relacionamento em si, mas sim olhar para dentro:

  • Eu realmente quero isso, ou estou tentando salvar algo que dói?
  • Estou buscando liberdade, ou estou evitando o compromisso?
  • Estou pronto para enfrentar emoções desconfortáveis ​​como ciúme ou insegurança

Refletir sobre as respostas a essas perguntas pode ser mais poderoso do que qualquer rótulo.

Amar também envolve escolher e deixar ir

Talvez a maior lição dessas novas formas de conexão não seja se elas funcionam ou não, mas o que elas revelam sobre os nossos tempos: queremos liberdade, mas também ansiamos por segurança emocional.

Nesse sentido, David menciona o filme “Family for Rent” como uma metáfora poderosa para os relacionamentos atuais, pois mostra como algumas pessoas tentam “alugar” relacionamentos para preencher vazios emocionais, algo que se conecta com a dinâmica moderna em que se buscam conexões rápidas sem profundidade real.

Segundo o especialista, a história nos lembra que, mesmo que tentemos negociar o afeto como se fosse um acordo temporário, a natureza humana acaba por impor emoções reais, necessidades genuínas e consequências inevitáveis.

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Portanto, David nos encoraja a examinar honestamente nossos medos antes de experimentar novas dinâmicas, porque, embora o amor evolua, as emoções humanas permanecem profundas, vulneráveis ​​e complexas. No fim, mais do que buscar o relacionamento perfeito, o verdadeiro desafio pode ser construir conexões conscientes, onde a autenticidade supera as tendências.

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