Um vídeo divulgado recentemente em plataformas digitais gerou uma ampla conversa nas redes sociais após mostrar um homem de 42 anos, identificado como Pablo, que afirma viver parte de sua vida como um “therian”, termo usado por algumas pessoas para descrever uma identificação interna ou simbólica com um animal.
Segundo os clipes que circulam na internet, Pablo mantém uma rotina cotidiana que inclui um emprego formal, mas alterna esses espaços com períodos nos quais adota comportamentos associados a um cão dálmata. Nas imagens, observa-se que, durante esses momentos, modifica seus gestos, movimentos e hábitos, integrando essa identidade em sua vida diária por várias horas.
O conteúdo divulgado também assinala que o homem transita entre Argentina e México e que, dentro de sua dinâmica pessoal, inclusive modifica certas práticas relacionadas ao seu cuidado, como a forma de se alimentar quando está “caracterizado”. Além disso, nos vídeos, menciona-se que, em ocasiões, recorre a um veterinário em vez de um médico tradicional quando considera que necessita de uma revisão de saúde.
Em um dos segmentos, aparece uma mulher apresentada como sua cuidadora, que explica que acompanhá-lo nessa rotina lhe proporcionava estabilidade emocional, ajudando-o a gerenciar episódios de ansiedade, estresse e sentimentos de isolamento. Porém, a mulher afirma que não pode continuar desempenhando esse papel, situação que levou Pablo a expressar publicamente seu desejo de encontrar alguém disposto a “adotá-lo” dentro do contexto de seu estilo de vida.
O pedido se converteu no principal detonador das reações nas redes sociais, onde usuários compartilharam opiniões divididas. Enquanto alguns consideram que se trata de uma forma de identidade simbólica e um mecanismo de enfrentamento emocional, outros questionam os limites entre a identidade pessoal, a responsabilidade familiar e a necessidade de acompanhamento profissional.
O caso também colocou em discussão questões sobre a exposição de experiências pessoais em ambientes digitais e o impacto que esses conteúdos podem ter na percepção pública sobre a saúde emocional e as formas não convencionais de viver a identidade.
