Até onde vão os benefícios da música? Qual é o papel da música na sexualidade? Como uma playlist pode se tornar uma aliada para melhorar o desempenho sexual?
Antonio Sánchez Barbosa, sexólogo do Boston Medical, centro especializado em saúde sexual masculina, comenta que “ouvir música estimulante ajuda a sincronizar a frequência cardíaca, a respiração e o movimento”, preparando o corpo para um melhor desempenho sexual.
“Muitas experiências eróticas estão profundamente ligadas a contextos sonoros, como aquela música que tocava ao fundo na sua primeira vez e que ficou gravada. Isso acontece porque a memória emocional e a memória sensorial estão muito conectadas“, destaca o especialista.
Além de esclarecer algumas questões sobre a relação da música com o desempenho sexual dos homens, Antonio Sánchez Barbosa compartilha alguns conselhos para criar a playlist ideal.

A MÚSICA ESTÁ EM TODOS OS LUGARES
Se prestarmos atenção cada vez que olhamos ao nosso redor, perceberemos que a música está em todos os lugares e influencia múltiplos aspectos da vida.
Cada pessoa possui sua própria trilha sonora: aquela canção que impulsionou o amor, a que ajudou a reparar um coração partido ou aquela que, na intimidade, permite o relaxamento para simplesmente sentir.
Nesse sentido, inúmeros estudos científicos demonstraram o poder positivo que a música tem na saúde, de acordo com o especialista.
No campo da medicina sexual, sua influência é cada vez mais evidente; não é por acaso a existência de múltiplas playlists em plataformas digitais que prometem ser a trilha sonora para o sexo.
A CIÊNCIA DO RITMO E DO DESEJO
A música e a sexualidade compartilham características similares por serem formas de comunicação sem palavras. No organismo, produzem reações físicas, como o movimento, e psicológicas, como as emoções.
Fisiologicamente, ambas ativam circuitos de recompensa no sistema nervoso central relacionados à dopamina, serotonina, endorfinas e outras substâncias vinculadas ao prazer e à motivação.
Um estudo da OMS sobre a relação entre arte e saúde reportou que a música pode reduzir os sintomas de ansiedade, depressão e estresse.
Quanto à resposta sexual, o sexólogo de Boston Medical precisa que “a música pode ajudar a modular variáveis fundamentais para o desejo, como o relaxamento”.
Além disso, Antonio Sánchez Barbosa comenta que “ouvir uma canção estimulante favorece que a frequência cardíaca, a respiração e a cadência do movimento se sincronizem, o que pode preparar o corpo para a intimidade”.
Historicamente, diversos movimentos musicais estiveram relacionados a momentos de maior abertura sexual — desde o Festival de Woodstock até a viralidade do reggaeton —, o que evidencia que o ritmo é uma forma de expressão sexual recorrente.

ALIADA CONTRA...
Quando se trata de promover um bom desempenho, a música pode ser uma aliada para quem experimenta disfunção erétil ou ejaculação precoce, ajudando a reduzir a ansiedade.
Da mesma forma, o ritmo de uma canção pode fornecer um guia sutil para o movimento e a respiração, o que contribui para melhorar a excitação e prolongar a experiência.
“A música não apenas acompanha a sexualidade, ela a narra, modela e, às vezes, também a liberta”, pontua o doutor Sánchez Barbosa.
DICAS
Uma boa seleção musical pode ser a porta de entrada para uma conexão mais profunda do casal. Por isso, o especialista de Boston Medical compartilha estas dicas para criar uma playlist ideal:
- Escolha conjunta: Incluir canções que agradem a ambos os parceiros e os estimulem, fortalecendo a cumplicidade.
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- Construção de atmosfera: Começar com temas suaves que ajudem a atravessar o preliminar e permitam que a intensidade cresça com o ritmo.
- Sem interrupções: Preparar uma lista suficientemente longa para evitar interrupções durante o encontro.
