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Dia do Sushi: 5 segredos sobre os rolinhos de sushi que vão mudar a forma como você os consome neste 18 de junho

Você sabia que o arroz do sushi original costumava ser descartado? Neste Dia Internacional do Sushi, celebramos a data revelando cinco fatos fascinantes

Día del Sushi
Dia do Sushi 5 segredos sobre os rolinhos de sushi que vão mudar a forma como você os consome neste 18 de junho
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Todo dia 18 de junho, mesas ao redor do mundo se enchem de hashis, shoyu e rolinhos coloridos para celebrar o Dia Internacional do Sushi. O que começou como uma proposta viral nas redes sociais em 2009 evoluiu para uma das celebrações gastronômicas mais populares do planeta. Hoje, é quase impossível caminhar por qualquer cidade sem encontrar um restaurante que sirva essas iguarias de arroz e peixe. No entanto, por trás daquela peça perfeita que você mergulha no molho, escondem-se séculos de evolução, segredos culinários e transformações culturais que vão muito além do simples salmão com abacate.

Embora hoje o associemos ao luxo, à alta gastronomia ou ao jantar perfeito de fim de semana, o sushi tem um passado surpreendente e envolto em mistério. Seja você um fã incondicional que acha que sabe tudo sobre o assunto ou alguém que está apenas começando a apreciar seu sabor, chegou a hora de conhecer mais detalhes. Por trás dos ingredientes do dia a dia, escondem-se histórias que desafiam o que tomamos como certo. Aqui estão cinco fatos fascinantes sobre o sushi que você provavelmente desconhecia — e que mudarão a forma como você o aprecia neste dia especial.

1. O arroz original nunca era consumido; servia apenas como embalagem

Em suas origens — que remontam ao Sudeste Asiático do século II —, o sushi não era um prato, mas um método de conservação. O peixe era limpo e envolto em arroz fermentado, para que a acidez ajudasse a manter a carne fresca por meses.

Na hora de comer, as pessoas consumiam o peixe e descartavam totalmente o arroz, pois ele ficava excessivamente azedo e com uma textura pastosa. Levou séculos até que o Japão começasse a usar vinagre para acelerar o processo, tornando o arroz saboroso o suficiente para integrar o prato principal.


2. O verdadeiro “wasabi” é um luxo que quase ninguém provou

Aquela pasta verde picante que faz seus olhos lacrimejarem um pouco quando você exagera no sushi não é wasabi de verdade na maioria (95%) dos restaurantes ocidentais. O wasabi autêntico vem da raiz da planta *Eutrema japonicum*, que é extremamente difícil de cultivar, leva anos para amadurecer e é incrivelmente cara.

O que geralmente consumimos é uma mistura de raiz-forte, mostarda em pó e corante alimentício verde. O wasabi autêntico é ralado na hora em um ralador tradicional de pele de tubarão e perde seu sabor característico apenas 15 ou 20 minutos após o preparo.

3. Existe uma razão científica para a ordem correta de consumo

Se você é do tipo que pega qualquer peça da bandeja sem olhar, os mestres de sushi têm um conselho: comece pelos sabores mais suaves e vá progredindo para os mais intensos. O protocolo dita que se deve começar pelos peixes de sabor mais leve e menor teor de gordura (como peixes de carne branca), passar para aqueles de intensidade média (como atum ou salmão) e finalizar com as opções mais ricas e gordurosas ou com molhos doces (como a enguia). O motivo é simples: se você começar com uma peça de sabor muito intenso, suas papilas gustativas ficarão saturadas e você não conseguirá perceber as nuances sutis dos peixes mais delicados.

4. O gengibre não é um acompanhamento decorativo, nem deve ser colocado sobre o sushi

Aquelas fatias rosadas ou esbranquiçadas que acompanham o prato chamam-se *gari* (gengibre em conserva). Muitos clientes cometem o erro de colocar o gengibre sobre o sushi como se fosse apenas mais um ingrediente, o que estraga o equilíbrio de sabores planejado pelo chef.

Sua verdadeira função é limpar o paladar. Você deve comer uma fatia de gengibre entre as peças — especialmente ao mudar o tipo de peixe — para eliminar sabores residuais e apreciar cada pedaço como se fosse o primeiro.

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5. Surgiu como o primeiro “fast food” de rua

Muito diferente da atmosfera tranquila e sofisticada dos restaurantes atuais, o sushi moderno (estilo Nigiri) nasceu no início do século XIX, em meio aos mercados movimentados de Edo (a antiga Tóquio). O chef Hanaya Yohei teve a ideia brilhante de moldar manualmente uma porção de arroz temperado e cobri-la com uma fatia de peixe fresco. Vendido em barracas de rua e consumido em pé — com as próprias mãos —, o prato era ideal para trabalhadores ocupados que precisavam de um almoço rápido, nutritivo e acessível antes de retomar o expediente.


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