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Turista argentino que cometeu crime de racismo contra uma criança continua preso

Mãe foi avisada de que homem de 63 anos cometia crime contra seu filho.

Faltando 13 dias para deixar a prisão, homem comete novo crime e recebeu esta dura condenação
Foto ilustrativa - Pexels - RDNE Stock project

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais converteu para prisão preventiva por tempo indeterminado o caso do turista argentino Eduardo Ignacio, de 63 anos, que no último domingo (24/5) foi preso após ter fotografado uma criança de sete anos em um trem turístico e enviar as imagens com comentários racistas por aplicativo.

Ao ser avisada por passageiros sobre o ocorrido, a mãe da criança questionou Eduardo Ignacio e exigiu a entrega do celular.

Após desbloquear o aparelho, ela encontrou fotos e vídeos do filho em uma conversa em espanhol sobre a cor da pele do menino. O homem chegava a mencionar que poderia levar a criança para ser sua escrava.

Funcionários da segurança do trem e passageiros contiveram o argentino até a chegada da PM. O 38º Batalhão de Polícia Militar foi acionado e prendeu Eduardo Ignacio em flagrante pelo crime de racismo.

“Infelizmente este foi um acontecimento contra o qual todos nós, do movimento negro, temos que nos rebelar. Foi um crime de racismo, o que por si já seria completamente inaceitável. Mas foi ainda mais grave por ter sido cometido contra uma criança. Exigimos que o Estado brasileiro intervenha nesta questão e que este indivíduo seja autuado por crime de racismo. O que ele fez foi a expressão de um crime contra a humanidade”, protestou Osvaldo Sergio Mendes, dirigente da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev-RJ.

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