O Tribunal de Justiça de Minas Gerais converteu para prisão preventiva por tempo indeterminado o caso do turista argentino Eduardo Ignacio, de 63 anos, que no último domingo (24/5) foi preso após ter fotografado uma criança de sete anos em um trem turístico e enviar as imagens com comentários racistas por aplicativo.
Ao ser avisada por passageiros sobre o ocorrido, a mãe da criança questionou Eduardo Ignacio e exigiu a entrega do celular.
Após desbloquear o aparelho, ela encontrou fotos e vídeos do filho em uma conversa em espanhol sobre a cor da pele do menino. O homem chegava a mencionar que poderia levar a criança para ser sua escrava.
Funcionários da segurança do trem e passageiros contiveram o argentino até a chegada da PM. O 38º Batalhão de Polícia Militar foi acionado e prendeu Eduardo Ignacio em flagrante pelo crime de racismo.
“Infelizmente este foi um acontecimento contra o qual todos nós, do movimento negro, temos que nos rebelar. Foi um crime de racismo, o que por si já seria completamente inaceitável. Mas foi ainda mais grave por ter sido cometido contra uma criança. Exigimos que o Estado brasileiro intervenha nesta questão e que este indivíduo seja autuado por crime de racismo. O que ele fez foi a expressão de um crime contra a humanidade”, protestou Osvaldo Sergio Mendes, dirigente da Secretaria de Gênero, Raça e Etnia do Sindsprev-RJ.
